Medicamentos Humanos que intoxicam Cães e Gatos

  
Para todos os proprietários de animais de estimação, é muito importante  ter o conhecimento de que alguns medicamentos humanos podem ser venenosos para os seus animais. 

Anti-inflamatórios não-esteroides (AINES)

Os anti-inflamatórios não-esteroides são medicamentos utilizados em humanos para combater inflamações, acalmar a dor e baixar a temperatura do corpo. Muito utilizados para o alivio da dor. Neste grupo encontram-se alguns dos medicamentos mais utilizados pelos humanos. Os nomes mais conhecidos neste grupo são: ácido acetilsalicílico(Aspirina) , ibuprofeno e naproxeno. São medicamentos muito perigosos para seus animais.


 Por serem comuns em casa e por serem talvez os medicamentos que os humanos utilizam sem consultar os médicos são provavelmente os mais dados aos animais. Consequentemente, o maior número de casos de intoxicação nos cães e gatos resulta efetivamente da administração destes medicamentos.

Estes medicamentos podem provocar úlceras no estômago e

intestinos e, no caso dos gatos, problemas nos rins.

Doses Tóxicas: Se o animal estiver consumido qualquer quantidade de AINES humanos, entre em contato com o veterinário imediatamente. Dado que, os AINES humanos irão certamente causar úlceras gástricas potencialmente fatais. Em doses tóxicas isso pode variar.

Acetaminofeno ou Paracetamol

Próximo do grupo anterior, mas praticamente sem propriedades anti-inflamatórias está o acetaminofeno ou paracetamol (Ben-u-ron e similares).

 Um dos principais problemas que este medicamento pode causar é a destruição dos glóbulos vermelhos e prejudicar o transporte de oxigénio, o que pode ser fatal.


O paracetamol é extremamente tóxico para os gatos. Eles são intoxicados com doses menores em relação aos cães. Os sintomas iniciais de intoxicação incluem vômitos, salivação, descoloração da língua e gengivas.

Esse produto não dever ser usado terapeuticamente em cães e gatos, devido a sua toxicidade e a disponibilidade de tratamentos alternativos.

Antidepressivos  


Os desequilíbrios químicos podem afetar nosso humor e nossa estabilidade mental. Um crescente número de pessoas estão fazendo uso desses tipos de medicamentos. Os exemplos incluem: Prozac e o Zoloft.
Esses antidepressivos são geralmente receitados por psiquiatras para tratar problemas como depressão, ansiedade, alterações de humor, etc.
Nos cães e gatos estes medicamentos podem levar à letargia e vômitos como sinais de uma overdose. Em alguns casos, uma condição conhecida como síndrome de serotonina pode ocorrer. Animais de estimação irão apresentar temperatura corporal elevada, aumento da freqüência cardíaca e pressão arterial, bem como desorientação e vocalização em alguns casos.

Doses tóxicas podem variar. Contacte o seu veterinário se o animal ingerir alguns destes medicamentos.

Vitamina D e derivados  

A vitamina D é freqüentemente usada em seres humanos para tratar a psoríase (doença de pele). Ela está disponível em pomadas ou soluções.

Os cães e gatos são particularmente sensíveis a fármacos com vitamina D ou calciferol. Quando ingeridos podem levar a picos de cálcio no sangue dos animais que provocam vômitos, perda de apetite, falha de rins nas 24 horas após a exposição.

Doses tóxicas para animais de estimação são muito pequenas.Como pode ser difícil de quantificar a quantidade que o seu animal ingeriu, você deve contactar o veterinário no caso de ingestão.

Baclofeno

O Baclofeno é utilizado para tratar os sintomas musculares causados pela esclerose múltipla e doenças da coluna vertebral, incluindo dor, espasmos e rigidez.

Pode interferir no sistema nervoso central dos animais, causando desorientação, ataques, coma e mesmo a morte. Os cães mostram sinais de vômito, fraqueza e desorientação. Dispnéia e insuficiência respiratória podem ocorrer.

O prognóstico não é bom. Pelo fato de mortes ocorrerem a partir de uma pequena  quantidade da droga, um comprimido de 10mg.

Metilfenidato

 

Os medicamentos que têm este princípio ativo (Ritalin, por exemplo) são utilizados no tratamento da Hiperatividade e Déficit de Atenção.
Nos cães e gatos, os medicamentos produzidos com metilfenidato agem como estimulantes, elevando o ritmo cardíaco, pressão sanguínea e temperatura, podendo causar ataques. Além disso, tem o potencial de causar arritmias cardíacas e convulsões.

Um comprimido de 5 mg pode ser fatal para um gato ou um cão de pequeno porte. Os comprimidos mais comuns de 15 ou 20 mg pode ser fatal para qualquer cão se não for tratada a intoxicação a tempo.

Fluorouracila

Esta droga anticancerígena é utilizada para tratar pequenos cancros na pele de humanos. Compressas descartadas de algodão, usadas ​​para aplicação dessa medicação, são fontes principais de intoxicações por animais de estimação.

Este medicamento é rapidamente fatal, causando vômitos graves, convulsões e até parada cardíaca. Não deve jamais ser usado em gatos.

Qualquer contato não intencional desse fármaco com o seu animal de estimação é motivo para chamar um médico veterinário.

Isoniazida

Geralmente utilizado no combate à tuberculose em humanos. Extremamente perigosa para cães. Os cães são particularmente sensíveis pois não conseguem fazer a metabolização deste princípio ativo de forma tão eficaz como os humanos ou até outros animais.

Em caso de um quadro tóxico eles apresentam convulsões graves e, em seguida, entram em um estado de estupor.

Doses tóxicas: Cinco comprimidos de 300 mg são fatais para um cão de 4,5kg.

Pseudoefedrina

Utilizada como descongestionante nasal, a pseudoefedrina não seria à partida algo com que nos devêssemos preocupar. A verdade é que nos animais atua como um estimulante e pode provocar o aumento da frequência cardíaca, temperatura e pressão sanguínea e causar ataques com tremores e convulsões.

Antagonistas beta

São medicamentos sobretudo utilizados para prevenir e controlar crises de arritmia. A ingestão de pequenas doses pode causar problemas sérios nos animais. Levando à diminuição da pressão sanguínea e do ritmo cardíaco podendo colocar o animal numa situação de risco de vida.

Estes são alguns dos fármacos mais perigosos para os cães e gatos.

Não dê qualquer medicamento ao seu animal sem antes consultar um veterinário. 

Doença Periodontal em Gatos

Gengivite e Periodontite

Doença Periodontal é o problema de saúde mais comum enfrentando hoje por cães e gatos. Aproximadamente, 85% dos animais de estimação com mais de quatro anos de idade já apresentam algum tipo de alteração degenerativa em suas gengivas. Muitas das doenças dentárias em gatos são similares aquelas encontradas em humanos. Os métodos de tratamentos também são parecidos.
A doença periodontal é uma afecção que acomete o periodonto (gengiva e tecidos de sustentação dos dentes). É provocada pela presença da placa bacteriana e tem caráter progressivo. Pode ter períodos de atividade e inatividade, apresentando sintomas mais evidentes e agudos quando há queda no sistema imunológico.
Os fatores predisponentes incluem:
 

·         Idade;
·         Tipo de alimentação;
·         Respiração boca-aberta;
·         Maus hábitos de mastigação;
·         A falta de cuidados com a saúde oral;
·         Uremia e diabetes mellitus;
·         Doenças autoimunes;
·         FeLV (leucemia felina);
·         FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina).

A doença se inicia com a formação da placa bacteriana. As bactérias que fazem parte da microbiota oral normal precisam de um curto espaço de tempo para se desenvolver e dentro de 24-48 horas elas se organizam formando a placa bacteriana, que é uma película que se adere à superfície dentária. Essa placa se mineraliza formando os cálculos dentários (tártaro).
O contato íntimo entre a placa bacteriana (película glicoprotéica) e a gengiva induz o organismo a produzir mecanismos de defesa local, uma vez que essas bactérias secretam toxinas que irritam e inflamam os tecidos da gengiva levando o animal a um quadro de gengivite (inflamação da gengiva). Neste caso, a gengiva passa de uma coloração rosada e aparência delicada, para uma gengiva avermelhada e com aumento de volume. Ao toque, ou mesmo à escovação, ela apresenta fácil sangramento.
A gengivite é considerada a fase mais precoce da doença periodontal. Neste ponto, ainda é completamente reversível se uma profilaxia dentária é realizada de forma adequada. Caso a gengivite não seja tratada, haverá uma evolução do processo para uma periodontite, que é a inflamação dos tecidos que sustentam os dentes na boca. Daí em diante, os tecidos do periodonto sofrem uma reabsorção e por fim o dente perde a sua sustentação o que acarretará em perda dentária.
Os principais sinais de doença periodontal são:
 
  •     Halitose (as bactérias da placa são responsáveis pelo mau hálito, pois liberam gases sulfurosos voláteis);
  •    Sangramento e retração gengival (as bactérias presentes no sulco gengival liberam toxinas que destroem o tecido gengival);
  •          Perda espontânea de dentes;
  •          Pouco apetite ou perda do apetite;
  •          Mobilidade dentária;
  •          Alteração na coloração dos dentes;
  •          Dificuldade em morder, roer e comer;
  •          Deixar cair o alimento da boca ao comer;
  •          Fraturas dentais;
  •         Salivação com odor alterado ou com a presença de sangue;
  •          Perda de peso;
  •          Espirros e corrimento nas narinas;
  •          Tosses freqüentes;
  •          Dor ao abrir ou manipular a boca;
  •          Movimentação excessiva da língua na tentativa de retirar algo da boca;
  •          Secreção purulenta em torno dos dentes ou de áreas inchadas na face;
  •          Inchaço ou fístulas na região abaixo dos olhos;
  •          Irritabilidade.

Doenças dentárias também podem levar a problemas de saúde em outras partes do corpo. As bactérias podem viajar a partir da boca através da corrente sanguínea e infectar os rins, fígado, coração e outros órgãos com consequências potencialmente fatais.
Diagnóstico
O veterinário irá realizar um exame físico completo do seu gato, levando em conta a história dos sintomas e possíveis condições que possam ter levado ao quadro clínico apresentado.
Você precisará apresentar um histórico completo da saúde do seu gato, incluindo o início dos sintomas, tais como quando iniciou o mau hálito, o tipo de alimentação utilizada e se a mesma foi modificada recentemente, se o gato tem tido problemas para comer ou problemas de mastigação, e se teve qualquer problema de saúde anteriormente. Além disso, a rotina que tem sido utilizada ​​para manter os dentes do gato limpo deve também ser compartilhada com o veterinário, incluindo os produtos utilizados.
Para obter um quadro completo de saúde bucal do animal de estimação, no entanto, um veterinário deve examinar a boca, enquanto um animal de estimação está sob anestesia.
Parte do exame físico envolve examinar de perto a boca do animal para identificar as possíveis causas. O veterinário irá então marcar uma consulta para trazer o seu gato para um exame dental. Durante o exame dental, o gato será anestesiado (a anestesia é necessária para um exame completo e qualquer tratamento que se seguirá).
O veterinário irá verificar a profundidade dos sulcos gengivais, quantidade de placa bacteriana depositada e a condição da arcada dentária como um todo. Raios-x dentários são muitas vezes necessários para avaliar a saúde das raízes dos dentes e as estruturas adjacentes.
Quando a necessidade de uma profilaxia é óbvia, o exame completo incluindo raios-x dental e quaisquer tratamentos adicionais necessários geralmente pode ser realizado ao mesmo tempo em que a limpeza é realizada.
Profilaxia Periodontal
Quando a película aderida mineraliza, forma-se o tártaro (cálculo dentário), que já não pode ser removido apenas com simples escovação.  A raspagem dentária é realizada com curetas ou ultrassom, e deve ser feita de maneira cuidadosa e detalhada. É importante que o especialista realize, também, a raspagem do sulco gengival (embaixo da gengiva), pois é ai que está o tártaro mais nocivo.
Após a limpeza de tártaro (raspagem), os dentes serão então polidos, com uma escova especial acoplada a uma caneta de baixa-rotação. É importante realizar o polimento por uma simples razão: durante a raspagem, existe a formação de pequenas ranhuras na superfície dentária, e o polimento tem o objetivo de alisar estas ranhuras, de modo que dificulte a formação da placa bacteriana no futuro.

Este tratamento é denominado Profilaxia Periodontal, ou seja, o paciente apresenta apenas tártaro e gengivite, mas não tem dentes com doença periodontal. Quando apresenta a doença periodontal (retração, dentes com mobilidade, perda óssea), o tratamento é denominado Tratamento Periodontal.

O tratamento periodontal é o procedimento adequado para o tratamento e controle da doença periodontal. A complexidade deste tratamento aumenta de acordo com o estágio da enfermidade apresentada pelo paciente. Este tratamento engloba a remoção do calculo dentário, curetagem do sulco gengival (para remoção de calculo sub-gengival) e quando necessárias extrações dentárias.
A extração dentaria é a última opção que existe, mas deve ser realizada se houver uma perda de suporte ósseo muito grande. Preservar dentes por estética é um erro. O objetivo é eliminar qualquer foco infeccioso em cavidade oral. O planejamento da extração é feito pelo Dentista Veterinário após exame completo e realização de radiografias intra-orais.
Ao final de todo tratamento é realizado o polimento dos dentes para dificultar a aderência da placa bacteriana ao esmalte. Todo o procedimento é sempre realizado sob anestesia do tipo inalatória, a qual oferece maior segurança ao paciente, principalmente quando se tratar de procedimentos demorados.
A freqüência dos exames e os cuidados dentários serão dependentes do estágio da doença periodontal na qual o animal foi enquadrado. Poderão ser programados para uma vez por ano ou mais dependendo do estágio da doença.
Prevenção das Doenças Periodontais em gatos:
Os proprietários de gatos podem fazer muito para retardar o desenvolvimento da doença periodontal em seus animais de estimação.
A profilaxia dentária pode ajudar a manter a saúde bucal do seu gato. Escovar os dentes do animal todos os dias, ou a cada dois dias, no mínimo, é a melhor maneira de prevenir a formação da placa bacteriana, tártaro, gengivite e doença periodontal. Escovas com cerdas macias, dedeiras, e até mesmo uma toalha podem ser eficazes na escovação. Use um creme dental ou gel desenvolvido especialmente para gatos (por exemplo, pasta dental C.E.T. enzimática).
Cuidado ao utilizar pastas dentais humanas, os gatos não apreciam o sabor de menta de muitos produtos humanos, e o fluoreto presente na pasta pode causar doenças quando ingerido pelo animal.
Caso a escovação não seja possível, tente um spray dental ou qualquer outro anti-séptico bucal, ou ate mesmo um aditivo para a água do animal. A maioria dos animais pode aprender a aceitar a escovação dos dentes, se eles forem apresentados a ela lentamente, de preferência quando ainda jovens.
Alguns tipos de alimentos foram feitos especificamente para ajudar a remover a placa bacteriana dos dentes do gato. O uso diário de petiscos que contêm leves abrasivos, anti-sépticos ou enzimas que quebram a placa também pode contribuir significativamente para a saúde bucal do animal.
Mesmo com o melhor dos cuidados em casa, a maioria dos gatos ainda necessita de limpezas profissionais dentárias de tempos em tempos. Consulte seu veterinário regularmente, de modo que quaisquer problemas dentários que se desenvolvam possam ser tratados rapidamente antes de surgirem complicações.
Lembre-se, tão importante quanto o tratamento periodontal é a manutenção da saúde bucal após o mesmo, através das medidas profiláticas indicadas pelo médico veterinário.
 

REFERENCIAS

1. The Merck Veterinary Manual for Pet Health. Cynthia M. Kahn, BA, MA. Merck & CO., INC. NJ, USA 2007.

2. The effects of dental disease on systemic disease. DeBowes LJ. Vet Clin North Am Small Anim Pract. 1998 Sep;28(5):1057-62.

3. http://yourpetdentist.com/wp-content/uploads/2014/01/Gingivitis

4. The American Veterinary Dental College. http://www.avdc.org/ownersinfo.html, acessado em 12/10/2015;

5. The Veterinary Oral Health Council. http://www.vohc.org/, acessado em 12/10/2015;

6. Gingivitis in Cats, http://www.petmd.com/cat/conditions/mouth/c_ct_gingivitis, acessado em 12/10/2015.

Porque caminhar com o seu amigo de 4 patas? Quais os benefícios?

  
Você adora o seu animalzinho de estimação, mas quando deveria passear com ele a preguiça não deixa ou não encontra tempo de se exercitar? Saiba que uma simples caminhada pode tornar você uma pessoa fisicamente ativa além de queimar muitas calorias. Para quem se preocupa com a boa forma e com o bem estar do seu animal, vamos entender esses benefícios que podem ser executados em clima de muita diversão! 

Benefícios para o cão

É comum muitos donos procurarem o Médico Veterinário convencidos de que seu cão sofre de distúrbio de hiperatividade. A verdade é que a hiperatividade é uma síndrome rara, caracterizada por atividade excessivamente acima do normal, impulsividade, peso abaixo do normal e padrões fisiológicos constantemente alterados, como frequência respiratória alta o tempo inteiro. Na maioria dos testes que podem ser realizados para um real diagnóstico, os resultados apontam que na maioria dos casos os sinais notados pelos donos não se tratam de hiperatividade, mas, da predisposição da raça (raças de trabalho), falta de exercício, interação social e entretenimento. Kim Tinker, da Universidade de Oregon, afirma que não existem cães hiperativos, mas sim cães dependentes de exercício físico. 

Outro benefício importante é a socialização. É importantíssimo que o cão se relacione com outras pessoas e outros animais, isso irá ajudar em sua mudança de comportamento, desde quando for passear na rua ou em locais desconhecidos, até na maneira como recebe visitas em casa. Se você não deseja ter um cãozinho estragando a sua casa, leve-o pra passear! 
Benefícios para o dono

A caminhada é uma prática que apresenta índices quase inexistentes de lesões, portanto é muito proveitosa para todas as idades. Quando caminha regularmente, você se sente melhor, tem mais energia e fica menos estressado, melhora sua autoestima, aumenta sua resistência ao cansaço e contribui para que todo o seu corpo esteja preparado para as atividades do dia a dia. Fontes: Folheto. Caminhada. O exercício ideal. Bristol-Myers Squibb Brasil; M. Roberts (2001) Boa forma em 90 dias. São Paulo: Globo. 
Uma boa maneira de caminhar é três vezes por semana de 30 a 60 minutos. Dessa forma você irá reduzir diversos riscos como problemas de coração, ansiedade e depressão, além de perder peso. Aliando o hábito de caminhar com uma alimentação nutritiva e saudável, você melhora a sua saúde, previne as doenças e proporciona melhor qualidade de vida para o seu cãozinho.
Cuidados na hora da caminhada
  • Não ande com o cachorro solto e escolha uma boa coleira. Assim como você escolhe um tênis confortável para caminhar ou correr, o conjunto de coleira e guia devem ser cuidadosamente selecionados. Peitorais são melhores que coleiras para o passeio, evitam que o animal machuque o pescoço. Verifique se não estão apertadas, pois podem causar desconforto ao animal. 
  • Para garantir a segurança do passeio os tutores de cão de grande porte devem estar atentos ao uso da focinheira. “Cães como o Fila Brasileiro, por exemplo, devem, por lei em alguns estados, caminhar com essa proteção”. Para donos de fêmeas, é indicado o uso de calcinha no período do cio.
  • Passear ao lado de outros cães é bastante positivo do ponto de vista de socialização canina.
  • Nunca esqueçam de recolher as fezes do seu animal! Saia sempre com um saquinho, coloque- o na mão, recolha, depois vire do avesso, faça um nó e ponha no lixo. Vamos manter as ruas limpas!
  • Antes das 10 horas da manhã ou após as 16 horas da tarde quando o sol já não está tão forte, é mais recomendável passear com seu cão.
  • Verifique antes de sair de casa se o seu cão está hidratado e leve água para oferecê-lo, caso a sua temperatura aumente e ele fique muito ofegante.
  • O seu cão precisa entender que você é o guia. Não deixe-o te puxar pela coleira, se isso acontecer, pare por um tempo e ande em ziguezague. Com o tempo ele aprenderá se comportar no passeio.
  • Como forma de prevenção a possíveis contaminações, o cachorro deve sair protegido. O animal deve estar vermifugado e ter tomado medicação carrapaticida e as vacinas necessárias, inclusive contra raiva. Existem alguns sapatinhos que protegem da lama e, em caso de tempo muito frio, é indicado o uso de roupinhas. A atenção vale para também filhotes, que devem sair de casa após os três meses, período em que já tomou as injeções necessárias.

Cuide bem do seu melhor amigo!! 
Fernanda Mirante – Estudante de Medicina Veterinária
Ilhéus, Universidade Estadual de Santa Cruz – BA


Fontes:

Bom pra cachorro! : qualidade de vida para o seu cão / Regina Motta. – São Paulo : Editora GENTE, 2009. 

Cão de família: A arte de cuidar, educar e ser feliz com seu melhor amigo / Alexandre Rossi e Alida Gerger. – Rio de Janeiro: Agir, 2011.
Para ensinar educação física: Possiblidades de intervenção na escola/ Suraya Cristina Danido, Osmar Moreira de Souza Júnior. – Campinas, SP: Papirus, 2007.

Toxoplasmose em Gatos X Gestação em Mulheres

Visão geral sobre conceitos, desenvolvimento da doença, formas de transmissão, formas de tratamento,  medidas preventivas e a relação entre o gato e a gestante.
O que é a toxoplasmose ?
A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita unicelular chamado Toxoplasma gondii (T. gondii). É uma das doenças parasitárias mais comuns e foi encontrada em quase todos os animais de sangue quente, incluindo os animais de estimação e os seres humanos. Apesar da alta prevalência da infecção pelo T. gondii , o parasita raramente causa doença clínica significativa em gatos, ou em qualquer espécie.
Embora a infecção geralmente leve a uma doença assintomática em pessoas com sistemas imunológicos saudáveis​​, é arriscada durante a gravidez porque o parasita pode infectar a placenta e o bebê. Por isso as mulheres grávidas e indivíduos que apresentam o sistema imunológico comprometido devem ser cautelosos, pois para eles uma infecção por Toxoplasma pode causar sérios problemas de saúde.

O que causa a toxoplasmose ?
O ciclo de vida do Toxoplasma gondii é complexo e envolve dois tipos de hospedeiros,  definitivo e intermediário. Gatos, selvagens e domésticos, são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma gondii. Isto significa que o parasita pode apenas produzir ovos (oocistos) quando infecta um gato.
Quando um gato ingere uma presa infectada ou carne crua contaminada, o parasita é liberado em seu trato digestivo. Os organismos então, se multiplicam na parede do intestino delgado e produzem oocistos (ciclo de infecção intraintestinal). Estes oocistos são então excretados em grande número nas fezes do gato.
Gatos expostos pela primeira vez ao T. gondii começarão a eliminar os oocistos entre três e 10 dias após a ingestão do tecido infectado , e continuarão eliminando por cerca de 10 a 14 dias, período no qual podem ser produzidos milhões de oocistos. Os Oocistos são muito resistentes e podem sobreviver no ambiente por até 18 meses.
Durante o ciclo de infecção intraintestinal no gato, alguns organismos de T. gondii são liberados dos cistos ingeridos e podem penetrar mais profundamente na parede do intestino e, então, se multiplicarem em forma de taquizoítas . Os taquizoítas, em seguida, irão atingir outras partes do organismo do gato iniciando o ciclo de infecção extra-intestinal. Eventualmente, o sistema imunológico do gato restringe este estágio do organismo, o qual então entra numa fase dormente ou de “repouso ” através da formação de quistos nos músculos e no cérebro.
Os oocistos liberados ​​nas fezes de um gato não são imediatamente infecciosos para outros animais. Eles devem primeiro passar por um processo chamado de esporulação, o que leva de um a cinco dias, dependendo das condições ambientais. Uma vez esporulados, os oocistos passam a ser infectantes para gatos, pessoas e outros hospedeiros intermediários.
Os hospedeiros intermediários do Toxoplasma gondii, seres humanos e cães por exemplo, podem ser infectados através da ingestão de oocistos esporulados, mas não são capazes de eliminar oocistos. Esta infecção resulta na formação de quistos em vários tecidos do corpo. Cistos teciduais permanecem no hospedeiro intermediário para a vida toda e são infecciosos para gatos, pessoas e outros hospedeiros intermediários caso o tecido contendo os cistos seja ingerido.
Se você foi infectado com o Toxoplasma uma vez, por via de regra, não será infectado novamente.

Como a toxoplasmose afeta  o meu gato ?
A maioria dos gatos infectados com T. gondii não apresentam nenhum sintoma. Ocasionalmente, no entanto, o quadro clínico da toxoplasmose pode ocorrer. Quando a doença está presente, ela pode se desenvolver caso a resposta imunológica do gato não seja suficiente para impedir a disseminação das formas taquizoítas. A doença é mais provável de ocorrer em gatos com o sistema imunológico suprimido, incluindo jovens gatinhos e gatos com o vírus da leucemia felina (FeLV) ou vírus da imunodeficiência felina (FIV).
Os sintomas mais comuns da toxoplasmose são febre, perda de apetite e letargia. Outros sintomas podem ocorrer, dependendo do tipo da infecção, aguda ou crônica, e também da localização do parasito no organismo. Nos pulmões, a infecção por T. gondii, pode causar pneumonia, o que levará a um desconforto respiratório, o qual irá se agravando gradualmente. A toxoplasmose também pode afetar os olhos e o sistema nervoso central , produzindo inflamação da retina ou da câmara ocular anterior, alterando o tamanho normal da pupila e também a capacidade de resposta à luz, causando cegueira, incoordenação motora, mudanças de comportamento, pressão da cabeça contra obstáculos, orelhas contraídas , dificuldade de mastigação e deglutição de alimentos, convulsões e perda de controle sobre a micção e defecação.

É verdade que os gatos têm um papel importante na propagação da toxoplasmose? Eu posso “pegar” toxoplasmose do meu gato? Como os gatos podem se infectar e transmitir a infecção?
Sim. Os felinos são hospedeiros naturais do parasita, e estes parasitas se reproduzem no intestino do gato. Eles se infectam pela ingestão de roedores contaminados , aves ou outros animais. O parasita é então eliminado nas fezes do gato. Gatos e gatinhos preferem caixas de areia, e terras de jardim para a eliminação de suas fezes. Quando infectados podem  excretar milhões de parasitas junto as fezes, diariamente, durante um período de 3 semanas após a infecção. Gatos adultos são menos propensos a eliminar oocistos de Toxoplasma. Os oocistos se tornam infectantes 24 horas depois de serem excretados. Em condições ambientais favoráveis, os oocistos sobrevivem no solo, areia ou lixo e permanecem infecciosos por até 18 meses. Durante este tempo, eles se espalham no ambiente contaminando água , solo, frutas e legumes. O ser humano pode se infectar ao comer frutas e vegetais se estes não forem cozidos, lavados ou descascados, e involuntariamente ao colocar a mão na boca depois de manipular a caixa de areia, ou enquanto realiza a jardinagem sem luvas.
Assim, embora seja possível se infectar com oocistos de toxoplasma entrando em contato com as fezes do gato, as pessoas estão muito mais propensas a infecção através da ingestão de carne crua e de frutas e vegetais não lavados.

Eu tenho que me livrar do meu gato se estou grávida ou pensando em engravidar?
No passado, as pessoas imunodeficientes e mulheres grávidas eram aconselhadas a evitar gatos. No entanto, os Centers for Disease Control (CDC ) afirmam agora que isso não é necessário.
As fezes do gato é, sem dúvidas, uma importante fonte de infecção para a toxoplasmose, mas isso não significa que você precisa se livrar do seu amado animal de estimação. Possuir um gato não significa que você será infectado com a doença. No entanto,  você deverá tomar alguns cuidados extras.
É improvável que você esteja exposto ao parasita simplesmente ao tocar um gato, mesmo que  infectado, porque os gatos geralmente não carregam o parasita em sua pele. Também é improvável que você possa ser infectado através da mordida de um gato ou através de arranhões. Além disso, gatos mantidos dentro de casa, que não caçam presas e aqueles que não comem carne crua, não são susceptíveis de serem infectados com T. gondii.

As pessoas são muito mais propensas a infecção através da ingestão de carne crua e de frutas e vegetais não lavados do que através da manipulação de fezes de gato.

Como é diagnosticada a toxoplasmose em gatos ?
Como seres humanos, os gatos raramente apresentam sintomas quando infectados, por isso a maioria das pessoas não sabe se o seu gato foi ou não infectado.
A toxoplasmose é geralmente diagnosticada com base no histórico do animal, sinais de doença, e resultados de testes laboratoriais. A medição de anticorpos IgG e IgM para o Toxoplasma gondii no sangue pode ajudar a diagnosticar a toxoplasmose. A presença de anticorpos IgG para T. gondii num gato saudável sugere que o gato foi infectado previamente e agora é muito provável que esteja imune e não está mais excretando oocistos. A presença de anticorpos IgM contra T. gondii significativos, no entanto, sugere uma infecção ativa no gato. A ausência de anticorpos de T. gondii , de ambos os tipos em um gato saudável sugere que o gato é susceptível a infecção e, portanto, poderia ser liberado oocistos de uma a duas semanas após a infecção.
Por vezes, os oocistos podem ser encontrados nas fezes , mas este não é um método confiável de diagnóstico, porque eles se parecem com outros parasitas, e podem ser confundidos. Além disso os gatos eliminam os oocistos durante um curto período de tempo e muitas vezes não liberam oocistos quando estão apresentando sinais da doença.
Um diagnóstico definitivo requer um exame microscópico dos tecidos ou esfregaços de impressão de tecido para alterações patológicas distintas e a presença de taquizoítos.

A Toxoplasmose em gatos deve ou pode ser tratada?
A maioria dos gatos que têm toxoplasmose pode se recuperar com o tratamento. O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia com clindamicina. Outros medicamentos que são utilizados incluem a pirimetamina e sulfadiazina , que agem em conjunto para inibir a reprodução de T. gondii . O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível após o diagnóstico e continuado durante vários dias, após os sinais terem desaparecido . Na doença aguda , o tratamento é iniciado por vezes na base de um título elevado de anticorpos no primeiro teste . Se a melhora clínica não é vista dentro de dois a três dias, o diagnóstico de toxoplasmose deverá ser reavaliado.
Nenhuma vacina está ainda disponível para prevenir a infecção ou a toxoplasmose em gatos , humanos, ou outras espécies .

Uma vez infectado com o Toxoplasma o meu gato sempre será capaz de espalhar a infecção?
Não. Os gatos só eliminam os oocistos mas fezes por alguns dias em toda a sua vida, algumas semanas após a infecção. A chance da contaminação humana através do gato é muito pequena. Gatos que eliminaram oocistos de Toxoplasma gondii são considerados imunes ao toxoplasma e não irão eliminá-los novamente.

Como posso evitar a infecção se estou grávida e tenho um gato?

  • Evite trocar a areia do gato, deixe que outra pessoa não gestante realize a tarefa. Se não for possível, use luvas e lave bem as mãos após a limpeza. Alguns especialistas também sugerem o uso de uma máscara, caso as partículas se espalhem pelo ar quando a areia é agitada;
  • A caixa de areia do gato dever ser limpa diariamente. Pois assim o risco de infecção é reduzido, visto que os oocistos não são infectantes nas primeiras 24 horas após serem eliminados nas fezes;
  • Mantenha o gato dentro de casa;
  • Evite contato com gatos de rua , especialmente com filhotes;
  • Alimente seu gato com alimento comercial seco ou enlatado, não o alimente com carne crua ou mal cozida;
  • Não permita que os gatos usem o  jardim ou a área de lazer infantil para fazer suas necessidades;
  • Faça o controle  das populações de roedores e de outros potenciais hospedeiros intermediários.
O que mais eu posso fazer para evitar uma infecção?

  • Evite produtos lácteos não pasteurizados;
  • Lave ou retire a casca de frutas, legumes e verduras antes de consumir;
  • Lave as tábuas de corte, os pratos, balcões, utensílios e, principalmente, as mãos  que entraram em contato com alimentos crus. Lave com água quente e sabão;
  • Não toque na boca, no nariz ou nos olhos ao preparar o alimento, e sempre lave as mãos antes de comer. Use luvas descartáveis ​​se tiver qualquer tipo de corte nas mãos;
  • Mantenha moscas e baratas longe de sua comida;
  • Evite beber água não tratada a menos que seja fervida. Use água mineral quando acampar ou viajar;
  • Usar luvas durante a jardinagem e durante qualquer contato com o solo, areia, e outros locais onde possa conter fezes de gato. Lavar bem as mãos depois de entrar em contato com o solo ou areia;
  • Cozinhe bem os alimentos. A carne deve ser bem passada;
  • Mantenha os montes de areia ao ar livre cobertos.

Como preparar a carne para evitar a infecção?
  • As carnes devem ser manuseadas e cozidas adequadamente;
  • Congele a carne durante vários dias antes de cozinhá-la. Isto irá reduzir , mas não eliminar a possibilidade de infecção;
  • Cozinhe bem a carne. Esta é a única maneira de ter certeza que você eliminou o risco de contaminação.

USDA recomenda o seguinte para a preparação da carne:

  • Para cortes inteiros de carne (excluindo frango) – Cozinhe-a pelo menos a 63 °C. Em seguida, permita que a carne descanse durante três minutos antes de consumi-la;
  • Para a carne moída (excluindo aves) – Cozinhe-a pelo menos a 71 ° C. A carne moída não requer um tempo de repouso;
  • Para todas as aves (cortes inteiros e pedaços) – Cozinhe-a pelo menos a 74 ° C. Em seguida, descanso durante três minutos antes de consumir.
*De acordo com o USDA “tempo de descanso é a quantidade de tempo que o produto permanece à temperatura final, depois de ter sido removido a partir de uma grelha, forno, ou de outra fonte de calor. Durante os três minutos após a carne ser removida da fonte de calor, a sua temperatura permanece constante ou continua a aumentar, o que leva a destruição de agentes patogênicos.”

Especialistas estimam que nos países industrializados, a transmissão mais comum para os seres humanos é, provavelmente, a ingestão de carne crua ou mal cozida, especialmente carne de cordeiro e carne de porco. O organismo pode, por vezes, estar presente em alguns produtos lácteos não pasteurizados, como o leite de cabra. O Toxoplasma gondii também pode ser transmitido diretamente de mulher grávida para o feto quando a mãe é infectada durante a gravidez.
O veterinário do seu animalzinho pode responder a quaisquer outras dúvidas que você possa ter em relação ao seu gato e o risco para toxoplasmose.
Dra. Nayara Pataro Fagundes
Médica Veterinária (CRMV-MG 13865)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMERICAN ASSOCIATION OF FELINE PRACTITIONERS. Toxoplasmosis in cats – Improving the health of cats by developing methods to prevent or cure feline diseases and by providing continuing education to veterinarians and cat owners.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION – CDC. Toxoplasmosis (Toxoplasma infection) – Pregnant Women.
DUBEY, J. P. Duration of Immunity to Shedding of Toxoplasma gondii Oocysts by Cats. The Journal of Parasitology, Vol. 81, No. 3 (Jun., 1995), pp. 410-415.
HILL, S. L. ; CHENEY, J. TATON-ALLEN, G. M. ;  JOHN, F. ; REIF S. ; BRUNS, C. ;  LAPPIN M. R. Prevalence of enteric zoonotic organisms in cats. Journal of the American Veterinary Medical AssociationMarch 1, 2000, Vol. 216, No. 5, Pages 687 692doi: 10.2460/javma.2000.216.687.

Gravidez Psicológica Canina (Pseudociese)

“Parece que a minha cachorra quer fazer um ninho, ela fica cavando e está muito inquieta e irritada. Ela fica choramingando pela casa carregando um brinquedo na boca como se quisesse escondê-lo ou protegê-lo. O que pode ser?” 
É possível que ela esteja apresentando um quadro de pseudociese, popularmente conhecido como gravidez psicológica. 
                                   
A pseudociese é um fenômeno clínico no qual a fêmea que não se encontra prenhe apresenta comportamento maternal e até mesmo lactação. Não é preciso haver filhotes no útero para que a pseudogestação ocorra, por isso é chamada de “gravidez psicológica”. Ela é causada por alterações hormonais relacionadas, principalmente, a queda de progesterona  e aumento na produção de prolactina.
O hormônio progesterona está presente durante o cio da cadela e normalmente perdura por mais dois meses. Quando a cadela está para dar a luz, o nível de progesterona cai, o que estimula a produção do hormônio prolactina. A prolactina age no tecido mamário e ativa a produção de leite, e também estimula o comportamento maternal presente. Os sinais são perceptíveis geralmente de 6 a 12 semanas após o cio (estro). Ocorre comumente em cadelas não castradas e é considerado um fenômeno normal. 
http://www.marvistavet.com/assets/images/Rosies_Nest.gif
Sinais típicos de pseudociese na cadela: 
  • Mudança repentina de comportamento;
  • Organização de ninhos;
  • Inquietação e irritabilidade;
  • Adoção de objetos inanimados ou outros animais;
  • Aumento das glândulas mamárias
  • Distensão abdominal; 
  • Vômito;
  • Depressão;
  • Redução do apetite;
  • Produção de leite (lactação), ou presença de uma secreção líquida de cor acastanhada nas glândulas mamárias.
    Apesar de ser considerada normal, em alguns casos, apresenta uma duração bastante prolongada. Quando a pseudociese persiste por um período maior gera desconforto para o animal e seu proprietário. Pode também levar a um quadro de mamite, inflamação nas glândulas mamárias. Por isso, é importante ficar atento aos sinais clínicos apresentados pelo animal como aumento de temperatura local, surgimento de pequenas estruturas palpáveis (pequenos caroços nas mamas), dor ao toque e pele avermelhada na região. Se observado um desses sinais não deixe de consultar um médico-veterinário. 
    É importante lembrar que o manuseio das glândulas mamárias pode estimular a produção de leite. Logo, deve-se evitar manusear as mamas da cadela, e também outros estímulos que promovem a lactação. O auto-aleitamento (lambedura das glândulas mamárias) é um estímulo comum realizado pelas cadelas. Caso a fêmea esteja lambendo a si mesma o uso do colar elizabetano deverá ser considerado.

    http://habka.files.wordpress.com/2011/08/colar.jpg
    O veterinário é a pessoa mais indicada para auxiliar no diagnóstico e tratamento da pseudociese canina!
    Diagnóstico

    Através da obtenção de um histórico detalhado da saúde do animal, com a identificação do início e natureza dos sintomas, e um exame físico completo o veterinário irá definir o diagnóstico. As técnicas de diagnóstico por imagem, através de raios-X e/ou ultra-som podem, concomitantemente, ser indicadas com o objetivo de descartar uma gestação normal ou quadros de infecções uterinas.  
    Tratamento

    Normalmente o tratamento não é necessário. Os sinais clínicos são autolimitantes e na maioria dos cães cessam após 2 ou 3 semanas. Em algumas situações é necessário o uso de medicamentos que atuam como inibidores da prolactina. Além disso, a tranquilização leve poderá ser considerada para animais que apresentam comportamento agressivo, porém o uso de alguns tranquilizantes induz a secreção de prolactina o que agravaria o caso. Em alguns pacientes, a redução da ingestão diária de alimentos contribui para diminuir a produção de leite. Consulte sempre um veterinário antes de iniciar um tratamento!  
    É importante salientar que todos os tratamentos medicamentosos para pseudociese são deletérios para a gestação. Sendo assim, é fundamental certificar-se de que o animal não está gestante.
    É indicado castrar a cadela durante um quadro de pseudociese? 

    Pode parecer uma boa ideia castrar a fêmea para resolver o problema, pois o procedimento irá remover os ovários e os corpos lúteos presentes. Mas infelizmente isso não irá diminuir a produção da prolactina (produzida na glândula pituitária – hipófise), e a ovário-histerectomia, castração, pode ainda prolongar a falsa gestação. Em fêmeas sadias esse procedimento pode levar ao desenvolvimento de pseudociese, dependendo da fase do ciclo estral da cadela em que foi realizado. É comum as cadelas desenvolverem gravidez psicológica logo após a castração, quando essa é realizada até três meses depois do início do cio (fase de diestro). A castração durante a pseudociese é, portanto, contra-indicada.
    Para os proprietários que não planejam reproduzir seus cães a ovário-histerectomia  é recomendada para prevenir futuros episódios de pseudociese. A recidiva é muito frequente. O mais indicado é esperar a resolução do quadro clínico e, em seguida, quando a fêmea se encontra em anestro, castrá-la. 
    Caso os sinais de pseudociese se tornem recorrentes em um animal castrado, esse deverá passar por uma avaliação veterinária criteriosa.
    Cuide bem do seu melhor amigo!!! 

    Blog no WordPress.com.

    Acima ↑

    %d blogueiros gostam disto: